Wednesday, October 14, 2009

Vocês sabem quem é Marco Aurélio Garcia?

Publicado em 14/10 pelo(a) wiki repórter Cesar, São Paulo-SP

A Ficha do Top-top



O famoso e humanitário "Top Top" de Marco Aurélio Garcia, festejando a alegada "isenção de culpa" do governo, no acidente da TAM em Congonhas, São Paulo. Para ele, os mortos que se danem, o importante é o partido. Típico socialista... - Foto: web

Marco Aurélio Garcia (MAG), o equivocado "assessor internacional ideológico" de Lula, ficou famoso pelo gesto obsceno que desrespeitou aos brasileiros mortos na tragédia da TAM. A ele e ao ministro Amorim, é atribuída a trapalhada de Zelaya em Honduras, que colocou o Brasil e Lula, como marionetes de Hugo Chavez, "El gran compañero". Perto desse comunista, Lula, Dirceu, Berzoini e Stédile não oferecem riscos ao Estado democrático de direito, e seriam figuras descartáveis.

FICHA ou "CAPIVARA": exilado no Chile e participante ativo do MIR (Movimiento de Izquierda Revolucionaria), organização terrorista chilena, foi o intermediário entre Allende e Fidel Castro no contrabando de armas cubanas para "defender a revolução socialista" no Chile (O Estado de S. Paulo, 6/1/2000).

Em 1990, por ordem de Castro, convocou para um encontro em São Paulo todos os grupos esquerdistas da América Latina e do Caribe. Compareceram representantes de 48 partidos comunistas e grupos terroristas que se reuniram no Hotel Danúbio, na Capital. Estava fundado o Foro de São Paulo, organização que desde então coordena toda a esquerda na região, com a finalidade precípua e declarada de retomar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu.

Os co-presidentes são Fidel Castro e Lula; MAG é o secretário executivo e ocupa um dos principais gabinetes vizinhos ao de Lula no Palácio do Planalto, de onde contata grupos guerrilheiros e terroristas de esquerda, desde o Rio Grande até a Patagônia. Sua "amizade" com os narco-terroristas das FARC é notória, e seus contatos bem conhecidos e documentados pelos principais orgãos anti-terroristas mundiais.

Ele declarou em entrevista ao Le Monde que "as eleições democráticas são uma farsa, unicamente um passo para a tomada do poder de uma nação".  Além de ativista de extrema esquerda, diz-se um "teórico" nos círculos comunistas internacionais, porém, não é conhecido nenhum trabalho seu oficialmente publicado. Seria só fama? Daria muito trabalho?

MAG top-top e sua ficha execrável, os "ex-terroristas" Franklin Martins (condenado por sequestro nos EUA), Dilma Roussef (roubo do cofre do Adhemar de Barros), bem como, outros do mesmo naipe, formam constelação do governo Lula. A qual está mais para buraco negro do que para galáxia.

Friday, October 09, 2009

O PT e o trotskismo

Lamento que o relato abaixo, fundamentado em conhecimentos que adquiri ao longo de muitos anos, não possa ser acompanhado por evidências materiais, o que, evidentemente, restringe sua divulgação. Todo cuidado é pouco!

1. O PT foi fundado em 1980, mas sua concepção é bem anterior e começou a tomar forma ao final dos anos 70, particularmente em 1979, após a Anistia, quando do retorno ao Brasil de vários ex-integrantes de organizações revolucionárias de esquerda.
Pode-se dizer que, originalmente, três grandes correntes promoveram a criação do PT:
1.1 - A sindicalista, nucleada na região do ABC, já muito forte à época; nesse particular, recorde-se que o sindicalismo “agressivo” estava praticamente paralisado desde 1964, quando da extinção do Comando Geral dos Trabalhadores, dirigido por Hércules Corrêa e vinculado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) de Luiz Carlos Prestes, mas retomara sua força, principalmente a partir de 1978, quando ocrreu a greve da Scania-Vabis, supostamente a primeira desde a edição do AI-5, em 1968;
1.2 - O chamado clero progressista, que, dominando a maior parte das Comunidades Eclesiais de Base (CEB), permitiria a difusão, por praticamente todo o território nacional, do ideário petista; recorde-se que a esquerda clerical, nos anos 50 / 60, tivera fulcro na Ação Católica (AC), que atuava por meio das JEC / JOC / JUC (Juventudes Estudantil, Operária e Universitária Católicas), mas logo aderiu ao “revolucionarismo” tendo mudado seu nome sucessivamente para Ação Popular (AP), Ação Popular Marxista-Leninista (APML) e APML do B (“do Brasil”); mas a luta armada foi ineficaz, e a esquerda católica parece ter passado a orientar-se pelos princípios de Antonio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano e tido como o maior ideólogo comunista depois de Lênin; trata-se da “Guerra de Posições” (infiltrar-se no maior número possível de agrupamentos sociais – sindicatos, escolas, partidos políticos, fábricas, associações de bairros etc. – organizá-los e doutriná-los para a causa comunista) e a “Guerra de Movimentos” (mobilizar essa massa humana, estruturada em setores municipais, estaduais e federal, com reivindicações progressivas, contra o “governo burguês”, enfraquecendo-o até derrubá-lo); e
1.3 - As organizações subversivas adeptas do trotskismo e muitos militantes ou ex-militantes de outros grupos de esquerda, adeptos ou não da luta armada, ex-exilados ou não. É sobre esse segmento que pretendo aprofundar minhas considerações, mais adiante.

2. Progressivamente, o PT atraiu outras correntes, tais como, dentre outras de longa listagem:
2.1 - A dos intelectuais e artistas de esquerda, que, adeptos irrestritos do marxismo-leninismo – até pelo receio do “patrulhamento ideológico”, que expulsa da ribalta os “não-esquerdistas” -, viram no PT o protótipo do eterno sonho comunista: o “partido de massas” capaz de conduzir uma revolução que implantasse a ditadura do proletariado; a presença desse segmento, se, por um lado, de certa forma contradizia a imagem que os criadores do PT pretendiam cultivar, de uma agremiação “exclusiva de trabalhadores”, ou “sem patrões”, por outro, agregava maior densidade ao partido, na medida em que indivíduos conhecidos e admirados pela sociedade por seu saber e/ou capacidade artística adotavam aquela plataforma política;
2.2 - Consideráveis parcelas do movimento no ensino, com seus ramos estudantil – União Nacional de Estudantes (UNE), Uniões Estaduais de Estudantes (UEE), Uniões Metropolitanas de Estudantes Secundaristas (UMES) – de professores, principalmente universitários (Sindicatos, Associações), e de funcionários de estabelecimentos de ensino; e
2.3 – Funcionalismo público federal, estadual e municipal, por perceber corretamente que o PT, chegando ao poder, ampliaria sobremaneira a presença do Estado em todos os níveis da administração pública, garantindo assim o “status quo” e cada vez mais privilégios para esse segmento, avesso aos riscos da iniciativa privada.

3. Se analisarmos a trajetória do PT no poder, entre 2002 – primeira eleição de Lula – e hoje, constataremos que essas correntes continuam muito atuantes, e outras foram cooptadas:
3.1 - O sindicalismo aparelha toda a máquina administrativa do Estado;
3.2 - O clero progressista prossegue ativo, como se tem podido observar nos cada vez mais freqüentes conflitos sociais, como os promovidos pelo MST e os relativos a questões indígenas;
3.3 - Notáveis parcelas da intelectualidade e da classe artística  continuam a deixar patente sua adesão ao PT sempre que podem;
3.4 - A presença do PT no ambiente de ensino, entre estudantes, professores e funcionários, de tão marcante, dispensa comentários;
3.5 – O funcionalismo público foi aquinhoado com um aumento brutal de cargos – a maioria de confiança e de elevada remuneração – que cada vez mais onera o orçamento da União; e
3.6 - Cooptaram-se para a esfera de influência do PT outros contingentes humanos não originariamente integrantes do mesmo, mas de grande peso social: de um lado, por meio dos demagógicos programas sociais tipo bolsa-família, a população de baixa renda, que representa uma quantidade imensurável de votos; de outro, pelo tradicional “é-dando-que-se-recebe”, a classe política, hoje quase totalmente submissa a Lula, como se pôde constatar nos episódios de absolvição de Sarney, aprovação de Toffoli para o STF e assim por diante. “Nunca dantes na história deste país” nossa maldita herança patrimonialista ibérica esteve tão exuberante, do Congresso Nacional às mais humildes Câmaras de Vereadores, perpassando os demais poderes.

4. Abordemos por fim a questão do pouco conhecido vírus trotskista, que infecta o PT desde seu nascedouro.
4.1 – Lev Davidovich Bronstein – Leon Trotsky – lutou ao lado de Vladimir Ilich Unianov – Lênin – na Revolução Russa; foi o consolidador do Exército Vermelho e co-fundador da III Internacional Comunista, com Lênin, de quem deveria ter sido o sucessor em 1924, quando de sua morte. Mas as manobras políticas levaram ao poder Josip Vissarionovich Djougachvilii – Stalin – que comandaria a União Soviética até morrer, em 1953. Trotsky foi perseguido e exilou-se em Coyoacán, no México, num bunker, dentro do qual veio a ser assassinado, em 1940, por Jaime Ramón Mercader del Rio – um espanhol recrutado pelo serviço secreto russo -, supostamente a mando de Stalin. Todavia, em 1938, fundou, em Paris, a IV Internacional, que tem como “bíblia” seu mais conhecido texto – o “Programa de Transição”.
Quando da defenestração de Trotsky, em 1924, os Partidos Comunistas de todo o mundo – “seções da III Internacional” – sofreram cisões: os admiradores de Trotsky se desfiliaram e criaram novas organizações, geralmente chamadas de “Oposições de Esquerda”.
4.2 – Após a morte de Trotsky, a luta por sua sucessão foi grande. Inicialmente a IV Internacional foi conduzida pelo grego Michel Raptis, ou “Pablo”, mas logo a seguir começou a cindir-se em diferentes Centros Irradiadores, aos quais os seguidores de Trotsky foram se filiando da maneira mais variada, num grande número de países. Observe-se que até hoje o trotskismo ainda não assumiu o poder em um país específico, como ocorreu com o comunismo soviético e o chinês, dentre outros.
4.3 – Á época da fundação do PT, atuavam no Brasil e se encastelavam no PT os seguintes grupos:
- a Convergência Socialista, também conhecida como “Alicerce”, filiada a um centro de irradiação liderado pelo argentino Hugo Bressano, ou “Nahuel Moreno”, pelo que seus seguidores se intitulavam “morenistas”; hoje está legalizada e fora do PT - trata-se do PSTU;
- a Organização Quarto-Internacionalista, ou “Causa Operária”, vinculada ao centro criado pelo boliviano Guillermo Lora; também está legalizada – é o PCO;
- Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT) – uma das mais antigas organizações trotskistas brasileiras; ligava-se ao “Secretariado Latino Americano da Quarta Internacional - SLA”, criado pelo argentino Homero Rômulo Cristalli Frasnelli, ou “Juan Posadas” – pelo que seus adeptos se intitulavam “posadistas” - e editava o jornal Frente Operária; aparentemente dissolveu-se, não há indícios de sua atuação atualmente, ao menos não com esse nome;
- Democracia Socialista (DS) – subordinada ao Secretariado Unificado da IV Internacional (SU), dirigido pelo belga Ernest Mandel – seus militantes eram os “mandelistas”; forte no Rio Grande do Sul e responsável pelo Jornal Em Tempo; o SU disputava com outro centro francês (mencionado no tópico seguinte) o título de legítimo sucessor de Trotsky; no Brasil, alguns dos militantes da DS, insatisfeitos, desligaram-se e fundaram o PSOL; outros continuam no PT; e
- Organização Socialista Internacionalista (OSI) – ramo brasileiro da antiga “Quarta Internacional – Centro Internacional de Reconstrução”, ou QI-CIR, francesa, fundada por Pierre Lambert – patrono dos “lambertistas”; responsável pelo jornal O Trabalho - http://www.jornalotrabalho.com.br/ ; em 1993, supostamente a IV Internacional foi unificada na França (onde, afinal, foi criada por Trotsky), por ação dos “lambertistas”, em detrimento dos “mandelistas” – daí o fato de a DS não ser vista no Brasil como a seção “oficial” da IV Internacional – essa posição seria ocupada pela OSI, como consta no frontispício de seu jornal. É o mais forte e atuante grupo trotskista no Brasil, e continua encastelado no PT.



Quem Somos
O jornal O Trabalho é o órgão da seção brasileira da 4ª Internacional, a corrente O Trabalho do Partido dos Trabalhadores. Lançado em 1º de maio de 1978, em plena ditadura militar, o jornal se colocou desde o começo a serviço da organização dos trabalhadores em um partido político próprio e em uma central sindical independente dos patrões e do governo.

Hoje, quase 3 anos de o governo Lula, que ajudamos a eleger, uma questão se coloca. Qual a origem da crise que atravessa a nação e o PT?
A Corrente O Trabalho do PT, seção brasileira da 4ª. Internacional, sempre se recusou a assumir cargos no governo. Mantivemos nossa independência porque, junto com milhares de trabalhadores, fundamos o PT para a luta da classe trabalhadora e não para colaborar com o capital. Por isso, hoje, reafirmando o Manifesto de Fundação de 1980, reivindicamos a continuidade do PT com base nos compromissos inscritos em seu Manifesto.
Na situação concreta do Brasil, como Corrente OT do PT –que em qualquer circunstância combate pela independência das organizações - nos pronunciamos pela ruptura com a burguesia e o imperialismo, e exigimos:
-Ruptura com o FMI; não pagamento da dívida;
-Ruptura das alianças com os partidos burguesas. Fora os ministros capitalistas do governo
-Um verdadeiro governo do PT para atender as reivindicações do povo trabalhador

As páginas de nosso jornal cobriram e participaram da luta contra a ditadura e dos combates desenvolvidos em escala internacional pela classe operária e a juventude. O Trabalho esteve presente na luta pela construção do PT como um partido sem patrões e na fundação da CUT. O Trabalho continua presente na luta dos trabalhadores, por sua emancipação.
Convidamos o (a) companheiro (a) a acompanhar e contribuir com essa discussão, enviando-nos suas sugestões, críticas e opiniões.
A 4ª Internacional
Fundada em 1938, sob direção de Leon Trotsky, a 4ª Internacional é herdeira do combate de revolucionários como Marx, Engels e Lenin. Ela continua o trabalho desenvolvido pelas três primeiras Internacionais, cada uma a seu tempo, na organização política da classe operária.
Depois de um período de crise a partir dos anos 50, que levou a sua destruição como organização mundialmente centralizada, a 4ª Internacional foi reproclamada em 1993. Os trotskistas não têm interesses distintos do conjunto da classe operária. Por isso, a 4ª Internacional desenvolve sua atividade junto com outros militantes, das mais diversas origens, que também defendem uma política independente, no quadro do Acordo Internacional dos Trabalhadores (AcIT).

Um dos mais basilares princípios do trotskismo é o internacionalismo proletário. Todas as organizações trotskistas se dedicam com afinco à manutenção de laços com suas congêneres, no maior número possível de países. São também muito mais atuantes em ambiente urbano do que no campo. Observe-se, nesse particular, que o MST, atuante no meio rural, é muito mais “maoísta”, como seu similar peruano “Sendero Luminoso”, do que trotskista. Mas para o comando do PT, não importa muito a “linha” a que esses militantes mais aguerridos se filiem, e sim a eficácia de suas ações em prol da causa comunista.  

Na América Latina, presentemente, vemos estabelecer-se pari passu uma forma de internacionalismo de esquerda. Como nos anos 60, origina-se de Cuba (lembremo-nos da Conferência Tricontinental de Havana, de 1966, quando, por obra de Fidel e Che Guevara, nasceram a OSPAAAL – Organização de Solidariedade aos Povos da África, Ásia e América Latina e a OLAS – Organização Latino Americana de Solidariedade, que fomentaram guerrilhas comunistas em dúzias de países). A pátria de Fidel, entretanto, permanece, desta vez, nos bastidores, lançando ao proscênio seu títere venezuelano Hugo Chaves. Este, discípulo aplicado dos ideólogos cubanos, já arrastou para a senda do chamado “bolivarianismo” – um neo-comunismo latino americano - a Bolívia de Evo Morales, o Equador de Rafael Corrêa, o Paraguai de Fernando Lugo, o Uruguai de Tabaré Vasquez...quem mais? E vem se esforçando ao máximo – “os fins justificam os meios” – para fazer o mesmo com Honduras...com a ajuda do Brasil.

O bolivarianismo não é oficialmente trotskista, mas com certeza provê a infra-estrutura ideal para que este, eventualmente chegando ao poder, assente com mais facilidade e profundidade suas raízes. Basta que o governo de um país influente da região seja conquistado pelos seguidores de Leon Trotsky...

No Brasil, por não haver, desde 2002, “governo burguês” a ser derrubado, a “Guerra de Posições “ passou a ser conduzida pelo próprio poder instituído, com um novo propósito – cooptar a maior parte possível da população para sua causa. Analogamente, a “Guerra de Movimentos” não se caracteriza mais por mobilizações contra o governo: ela passa a ser conduzida por facções aparentemente sem vínculo com o poder - como o MST - contra setores ainda “reacionários” – como os produtores rurais, que, se não podem ser cooptados, têm de ser neutralizados.

Dentro dessa ordem de idéias,  a oposição foi silenciada pelas trocas de favores; o Congresso, desmoralizado em episódios de triste memória, até hoje mal-resolvidos; a instância suprema do Judiciário, aparentemente cooptada; as Forças Armadas, alijadas do poder e afastadas das grandes decisões políticas; o Itamaraty, instrumentalizado; a Administração Pública, como já dito, integralmente aparelhada por sindicalistas; a população, desarmada e anestesiada com benesses demagógicas; a imprensa, embora tendo sobrevivido a várias tentativas de controle e censura, ainda está no limiar da perda de sua independência – haja vista o episódio “Estadão”  x “Clã Sarney”; a harmonia social, fraturada pela introdução de critérios racialistas em múltiplas atividades humanas; a integridade territorial, ameaçada pelas demarcações de terras indígenas; o direito de propriedade, questionado pelo MST; a soberania nacional, solapada nos episódios da refinaria da Petrobras desapropriada na Bolívia; da empresa Odebrecht, interpelada no Equador; do questionamento das tarifas  de Itaipu, no Paraguai; e da prostituição de nossa embaixada, em Honduras.  

Por fim, as investidas no sentido de se perpetuar o petismo no poder estão aí à vista de todos, e, se não forem concretizadas por “golpe branco” – referendos de imparcialidade discutível, como em alguns países vizinhos – certamente hão de sê-lo pela anuência e a leniência da sociedade, empanturrada progressivamente com factóides cada vez mais sedutores, como o pré-sal e as Olimpíadas de 2016. Ou seja, conquistam-se, aqui e agora, dividendos políticos concretos, pela oferta, como se também concretas fossem, de abstrações cuja materialização só poderá ser constatada num ainda muito distante amanhã  – quando a memória já se terá esvaído e as hipóteses de responsabilização por eventuais insucessos... fatalmente esquecidas.

Em outras palavras, o Brasil parece ser um forte candidato a ingressar nesse anacrônico clube do bolivarianismo; mas se o fizer por meio do PT, será lícito supor, em face do descrito até agora, que possamos nos tornar o primeiro país trotskista da história do mundo. Observe-se que as agressões à soberania mencionadas linhas atrás foram toleradas, precisamente, em nome do “internacionalismo”.

O mundo civilizado, em 09/11/1989 – já lá se vão vinte anos ! – ao derrubar o Muro de Berlim, lançou o comunismo ao lixo da História – marco que, lamentavelmente, o Brasil e várias outras nações parecem não ter visto. E poucos meses depois, em 1990, em São Paulo, reuniram-se os partidos de esquerda latino-americanos, órfãos de Marx – Engels – Lênin – Trotsky – Gramsci – Mão – Fidel – Che e tantos outros, sob a égide do PT e ao lado de organizações como as FARC e o Sendero Luminoso, para criarem o Foro de São Paulo – uma anacrônica  “Quinta Internacional”, que tentaria conquistar o mesmo que a Primeira (Marx / Engels, 1864 – 1876) , a Segunda (Engels, 1889-1914), a “Dois e Meio, ou de Viena” (1921, origem da Internacional Socialista), a Terceira (Lenin/Trotsky, 1919 – 1989) e a Quarta (Trotsky, 1938 - ?) tentaram ou vêm tentando inutilmente nos últimos 145 anos. Embora hoje, como aqui relatado, a Quarta pareça estar alcançando sua hora e vez, ao menos no Brasil.

Compreende-se que os comunistas não esmoreçam na busca dos ideais em que acreditam. Afinal, “podemos confiar nos comunistas – eles são comunistas, mesmo!” – como afirmava o médico australiano Frederick Charles Schwarz, criador da Cruzada Cristã Anticomunista, em seu livro de 1960 “You can trust the communists (to be communists)”.

O que não se compreende é o fato de os verdadeiros democratas, quando no poder, não terem a percepção de que os comunistas reivindicam deles, hoje, em nome de princípios democráticos, aquilo que, conquistando o poder, negarão aos democratas, em nome dos princípios comunistas.

Thursday, October 08, 2009

ATUAIS SENADORES QUEREM SER GOVERNADORES ! IMPEÇAMOS ISSO !

Depois de toda a esbórnia senatorial que a mídia nos mostrou em 2009 (e que vem de longa data), esses senhores querem mais ! Vejam a desfaçatez: Reeleito em 2006, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) diz que o Senado é uma espécie de “estação de baldeação” para o governo estadual.  
FORA TODOS !!!! VEJAM O NOTICIÁRIO ABAIXO !!!

Um quarto dos senadores quer concorrer a governador
http://congressoemfoco.ig.com.br/cf/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=30057


Quinta-Feira, 8 de Outubro de 2009

Levantamento do Congresso em Foco mostra que 23 parlamentares no Senado pretendem se lançar candidatos ao governo estadual em 2010. PSDB, PT e PTB têm maior número de pré-candidatos
Com 54 cadeiras em disputa e 23 senadores pensando em eleição estadual, Senado deve se esvaziar em 2010
A um ano das eleições, um quarto do Senado se movimenta nos bastidores para se lançar candidato a governos estaduais em 2010. Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra que 23 senadores, entre titulares, licenciados e suplentes, articulam candidatura para governador.
Desses, 17 estão numa situação confortável: poderão continuar no Senado mesmo que não tenham sucesso nas urnas, uma vez que seus mandatos só terminarão no início de 2015. Os outros seis admitem ir para o “tudo ou nada” na disputa estadual, abrindo mão da candidatura à reeleição. Em 2010, estarão em jogo 54 (dois terços) das 81 cadeiras da Casa.

Veja a lista dos senadores pré-candidatos a governador
ACO PSDB é o partido com maior número de senadores pré-candidatos: sete tucanos trabalham para entrar diretamente nas disputas estaduais. PT e PTB vêm logo atrás, com quatro senadores cada. Em seguida, aparecem o DEM, com três senadores, e o PMDB com dois. PSB, PDT e PR também têm representantes interessados em trocar o Senado pelo Executivo estadual.

Tião Viana (PT-AC) – pré-candidatO
Mandato até 2015

AL
Fernando Collor (PTB- AL) – ainda estuda pré-candidatura (foi governador entre 1987 e 1989)
Mandato até 2015

AM
João Pedro (PT-AM) – ainda estuda pré-candidatura
É suplente do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, cujo mandato vai até 2015

DF
Gim Argello (PTB- DF) – pré-candidato
Mandato até 2015 (era suplente de Joaquim Roriz, ficando com a vaga no Senado após a sua renúncia)

ES
Renato Casagrande (PSB-ES) – ainda estuda pré-candidatura
Mandato até 2015

GO
Marconi Perillo (PSDB-GO) – pré-candidato (foi governador entre 1999 e 2006)
Mandato até 2015

MG
Hélio Costa (PMDB-MG) – pré-candidato
Está licenciado. É ministro das Comunicações
Mandato até 2011

MS
Marisa Serrano (PSDB-MS) – pré-candidata
Mandato até 2015

MT
Jayme Campos (DEM-MT) – pré-candidato (foi governador entre 1991 e 1995)
Está de licença para assuntos particulares. Tem mandato até 2015

PA
Mário Couto (PSDB-PA) – ainda estuda pré-candidatura
Mandato até 2015

PB
Cícero Lucena (PSDB-PB) – pré-candidato
Mandato até 2015

PR
Alvaro Dias (PSDB-PR) – pré-candidato (foi governador entre 1987 e 1991)
Mandato até 2015

Osmar Dias (PDT-PR) – pré-candidato (concorreu ao governo em 2006)
Mandato até 2011

PE
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) – ainda estuda pré-candidatura (foi governador entre 1999 e 2006), por pressão de aliados; sua preferência pessoal é por continuar no Senado
Mandato até 2015

PI
João Vicente Claudino (PTB-PI) – ainda estuda pré-candidatura
Mandato até 2015

RN
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) – pré-candidata
Mandato até 2015

RO
Fátima Cleide (PT-RO) – pré-candidata (concorreu ao governo nas eleições de 2006), tem que ganhar a indicação no partido de outro pré-candidato, o deputado federal Eduardo Valverde
Mandato até 2011

Expedito Júnior (PSDB-RO) – pré-candidato
Mandato até 2015

RS
Sérgio Zambiasi (PTB-RS) – ainda estuda pré-candidatura
Mandato até 2011

SC
Ideli Salvatti (PT-SC) – pré-candidata
Mandato até 2011

Raimundo Colombo (DEM-SC) – pré-candidato
Mandato até 2015

TO
João Ribeiro (PR-TO) – pré-candidato
Mandato até 2011

Kátia Abreu (DEM-TO) – ainda estuda pré-candidatura
Mandato até 2015

Fonte: Congresso em Foco, com base em informações dos senadores e suas assessorias


Em pelo menos quatro estados, há possibilidade de disputa entre senadores na eleição para governador: Paraná, Rondônia, Tocantins e Santa Catarina. São as únicas unidades federativas que, até o momento, têm dois representantes no Senado articulando candidatura ao governo estadual (leia mais).

Cautela
Como as movimentações nos estados estão a pleno vapor, alguns parlamentares preferem adotar discurso cauteloso. Dos 23 que admitem entrar na corrida estadual do ano que vem, sete ainda evitam se apresentar como pré-candidatos. Eles assumem a intenção de comandar seus estados, mas dizem que ainda estudam o cenário para confirmar a entrada na disputa.
Nas eleições de 2006, 23 senadores concorreram a governador e três disputaram como vice-governador. Apenas quatro dos 26 tiveram sucesso: o atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), a governadora do Pará, Ana Júlia (PT), e os vice-governadores do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), e de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB) (leia mais).
Outros dois senadores que saíram derrotados naquela oportunidade assumiram o mandato recentemente por causa da cassação do mandato dos governadores eleitos pela Justiça eleitoral: José Maranhão (PMDB), na Paraíba, que assumiu a cadeira antes ocupada por Cássio Cunha Lima (SDB); e Roseana Sarney (PMDB), no Maranhão, que entrou no lugar de Jackson Lago (PDT).
Ainda em 2006, três senadores entraram na corrida presidencial: Heloísa Helena (Psol-AL), Cristovam Buarque (PDT-DF), como candidatos a presidente da República; e Jefferson Péres (PDT-AM), morto no ano passado, que disputou a vice-presidência na chapa de Cristovam. Desses, apenas Heloísa ficou sem mandato na Casa após perder a disputa presidencial. Entre os atuais senadores, só Marina Silva (PV-AC) é cotada, no momento, para concorrer ao Planalto em 2010. O senador Cristovam gostaria de voltar a participar da disputa presidencial, mas não tem o apoio do seu partido para isso.

“Estação de baldeação”
A candidatura de senador ao governo estadual se torna atraente, sobretudo, porque o mandato no Senado tem duração de oito anos. Muitos parlamentares aproveitam as eleições para presidente da República, governador e prefeito para tentar mudar o alvo eleitoral sem correr o risco de ficar sem mandato no caso de uma eventual derrota.
Reeleito em 2006, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) diz que o Senado é uma espécie de “estação de baldeação” para o governo estadual. O tucano é pré-candidato ao governo do Paraná em 2010 e vê com naturalidade a candidatura de senadores no meio do mandato. “É normal os senadores quererem disputar o governo estadual. Nos Estados Unidos, a maioria dos candidatos do Partido Democrata e Partido Republicano aos governos estaduais são senadores”, diz Alvaro.
Para o cientista político Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília (UnB), a candidatura dos senadores tem custo político zero. “Os senadores têm a vantagem de ter um mandato de oito anos e no meio desse mandato ter eleições intermediárias. E é uma oportunidade excelente com custo político zero. Ele concorre sem nenhum prejuízo de perder o mandato”, analisa Ricardo.
O cientista político Leonardo Barreto, também da UnB, concorda. Para Leonardo, a eleição para governador fica atraente, porque para muitos senadores ela não se coloca como “um jogo de tudo ou nada”. Outra vantagem, segundo o cientista, é a visibilidade que o Senado propicia no estado.
Entre os senadores que cogitam disputar o governo estadual, apenas seis - João Ribeiro (PR-TO), Sérgio Zambiasi (PTB-RS), Osmar Dias (PDT-PR), Fátima Cleide (PT-RO) e Ideli Salvatti (PT-SC) e o senador licenciado Hélio Costa (PMDB-MG), atual ministro das Comunicações – sinalizam que podem caminhar para o “tudo ou nada”. Seus mandatos acabam no início de 2011.

Casa vazia
“Os senadores têm uma atuação diferenciada quando comparada com a dos deputados, pois as bancadas no Senado são menores, o que permite que o senador tenha maior visibilidade e tenha uma massificação da sua imagem em seu reduto”, observa Leonardo Barreto.
Vantajosa para os parlamentares, a candidatura no meio do mandato se mostra prejudicial para o eleitor, na opinião do cientista político. Isso porque as atenções dos senadores passam a se concentrar nas disputas eleitorais. “A partir de agora, a menos de um ano das eleições, eles estarão dedicados a essas pré-candidaturas. É bem possível que as discussões no Senado fiquem de lado e a prioridade passe a ser os estados”, avalia Leonardo.
Alvaro Dias admite que o problema é real, mas transfere a culpa para o outro lado da Esplanada. “Realmente há um prejuízo quando há uma antecipação do processo. E já está havendo uma antecipação nos estados. Muito por culpa do presidente Lula, que antecipou a campanha da sua candidata à Presidência”, acusa o senador tucano.
A relação dos senadores que cogitam disputar o governo estadual inclui cinco ex-governadores e dois parlamentares que tentaram, sem sucesso, trocar o Senado pelo Executivo em 2006. Além de Alvaro Dias, Fernando Collor (PTB-AL), Marconi Perillo (PSDB-GO), Jayme Campos (DEM-MT) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) também já comandaram seus estados.
Osmar Dias (PDT-PR) e Fátima Cleide (PT-RO) foram derrotados na última disputa estadual para o governo de seus estados.

Wednesday, October 07, 2009

QUEM VOTA EM LULA E NO PT, ELEGE O MST

Quem vota em Lula e no PT, elege o MST.

Pense nisso em 2010

Noticiário do G1 - Portal da Globo.com - 07/10/2009

 

PM e funcionários encontram rastro de destruição em fazenda invadida

Integrantes do MST deixaram propriedade nesta quarta, após oito dias.
Além de 7 mil pés de laranja destruídos, há 28 tratores quebrados.
Roney Domingos Do G1, em Borebi (SP)


Tanque da fazenda com pichações (Foto: Roney Domingos/G1)




Além de milhares de pés de laranja destruídos já mostrados em imagens aéreas, a polícia e funcionários da Fazenda Santo Henrique, invadida há oito dias pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) em Borebi, a 309 km de São Paulo, encontraram 28 tratores quebrados, caminhões e paredes pichados e até armários arrombados.


Os banheiros estavam com louças quebradas e tubulação entupida. Havia lixo e comida estragada em vários cômodos das residências. Paredes foram pichadas com palavras de ordem do MST. O Corpo de Bombeiros teve que usar uma escada para retirar a bandeira do movimento hasteada no lugar da bandeira do Brasil.

Integrantes do MST deixaram nesta terça-feira a fazenda após ação de reintegração de posse promovida pela Polícia Militar. Não houve conflito. O gerente de produção da fazenda, do grupo Cutrale, Claudinei Ferreti, disse que só deverá concluir o cálculo dos prejuízos em três dias. De acordo com ele, todos os tratores foram quebrados por meio de uma manobra que consiste em colocar terra dentro do motor e deixá-lo ligado até fundir.

Para ele, no entanto, a maior perda foi o tempo gasto em árvores que acabaram arrancadas pelos invasores. "O que mais lamentamos é a perda de pés de laranja com cinco anos de idade e em plena produção", afirmou Ferretti.

A empresa pretende retomar ainda nesta quarta-feira a produção, com parte dos colonos que foram expulsos pelos sem-terra na semana passada. Na próxima semana, todos os 400 funcionários deverão ter retornado ao trabalho. "Queremos trabalhar e voltar ao ritmo de antes", disse Ferreti.

Nesta quarta-feira, policiais civis deverão fazer a perícia de todos os danos constatados pela Polícia Militar e funcionários da fazenda. A polícia vai investigar a autoria dos danos.
Saída do MST
Após negociar com a Polícia Militar, o Movimento dos Sem-Terra (MST) deixou por volta das 10h15 desta quarta-feira (7) a fazenda que foi invadida por 250 famílias em 28 de setembro. A saída foi pacífica. A PM estava no local desde as 5h para cumprir o mandado de reintegração de posse de terra autorizado pela Justiça. Uma empresa do setor de sucos é proprietária do terreno.

Cerca de 85 homens da Polícia Militar acompanharam a retirada em frente à fazenda. Os invasores saíram em cinco caminhões e 30 carros. Muitos levaram objetos pessoais.

Sunday, October 04, 2009

Outro Logotipo do Rio 2016


Saturday, October 03, 2009

Logotipo Rio - 2016



Monday, September 28, 2009

Lula, o Rei da América Latrina

Já que Lula adora metáforas futebolísticas, vale conferir o que seu técnico auxiliar Marco Aurélio Garcia, o homem do "top-top", que manda mais que o titular Celso Amorim, já aprontou até agora, sob inspiração de seu guru Chávez, a quem Lula parece venerar (como a Fidel Castro, Mouammar Kadhafi, Mahmoud Ahmadinejad e outros pilares da democracia):



1. Bolívia 1 x 0 Brasil, na Taça Morales - Petrobras;


2. Equador 1 x 0 Brasil, na Taça Correa - Odebrecht;


3. Paraguai 1 x 0 Brasil, na Taça Lugo - Itaipu;


4. Honduras 1 x 0 Brasil, na Taça Micheletti - Zelaya; e


5. Venezuela 4 x 0 Brasil , na taça Chávez - "vai por mim, Lula".


Próximos adversários: Uruguai, Nicarágua, Argentina, Líbia, Irã...


Bom lembrar que Honduras leva futebol a sério - em 1969, entrou em guerra com El Salvador, por um desentendimento nas eliminatórias da Copa de 70. Melhor evacuar a embaixada em Tegucigalpa (no bom sentido; no outro, já o foi).